Domingo, 19 de Maio de 2019

União
Quarta-Feira, 24 de Abril de 2019, 06h:50

TORNEIRA FECHADA

Itaipu Binacional cancela convênio que financiou evento do IDP em Portugal

O IDP é um negócio milionário controlado pela família do ministro do Supremo Tribunal Federal Gilmar Mendes

Redação

Reprodução

Gilmar Mendes, Ministro do STF

O diretor-geral brasileiro de Itaipu, general Joaquim Silva e Luna, conseguiu, cortou os gastos com convênios considerados sem aderência à missão de Itaipu. A rescisão soma mais de R$ 42 milhões. Toda essa economia será aproveitada em obras estruturantes e em outras parcerias com impactos sociais mensuráveis. Nenhuma das medidas afeta a região Oeste do Paraná, área de influência da empresa.

O bom emprego dos recursos públicos e sua realocação em ações que deixem legado foi uma das primeiras medidas adotadas pelo diretor desde sua posse, no dia 26 de fevereiro.

Silva e Luna determinou a reavaliação de diversos convênios. Os que foram considerados fora dos rigorosos padrões estabelecidos pela nova diretoria foram cancelados.

Um dos primeiros exemplos foi o corte do repasse de verbas para o convênio com a Fundação Getúlio Vargas (FGV), que promove o VII Fórum Jurídico de Lisboa, de 22 a 24 de abril, em Portugal.

O Instituto Brasiliense de Direito Público, fundado em 1998, é controlado pela família do ministro do STF Gilmar Mendes. O convênio foi assinado em novembro do ano passado. No mês seguinte, foram repassados para a fundação R$ 2.492.375. A partir de fevereiro, com a posse do diretor, o convênio foi analisado e, por não ser considerado aderente à missão de Itaipu, foi determinado seu cancelamento.

Por determinação do diretor-geral brasileiro, Itaipu permanecerá revisando todos seus contratos, convênios e patrocínios a fim de adequá-los à política de austeridade adotada desde que assumiu o cargo, seguindo diretrizes do governo do presidente Jair Messias Bolsonaro.

“Sou favorável a convênios que deixem legado para a sociedade, como obras estruturantes ou que gerem um impacto social mensurável, e não em coisas que no dia seguinte terminam”, diz Silva e Luna.

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