Segunda-Feira, 18 de Dezembro de 2017

Mato Grosso
Quarta-Feira, 11 de Outubro de 2017, 23h:33

AFASTAMENTO DE PARLAMENTAR

Decisão do STF favorece Gilmar Fabris

Jô Navarro

Reprodução

O deputado estadual Gilmar Fabris foi preso preventivamente no dia 15 de setembro, na operação Malebolge, desdobramento da operação Ararath, que investiga desvio de dinheiro público e lavagem de dinheiro por meio de factorings clandestinas.

A prisão foi determinada pelo ministro do STF Luiz Fux, depois que o deputado foi filmado por câmeras de segurança, saindo às pressas, vestindo pijama e chinelos, despenteado e carregando uma maleta preta, minutos antes da chegada da polícia federal no eficício em que reside em Cuiabá. Ele foi acusado de obstrução à Justiça.

A Assembleia Legislativa chegou a considerar colocar em votação o afastamento e prisão do deputado federal. Decidiu aguardar a decisão do Supremo, prolatada nesta quarta-feira, 11. Por maioria, o pleno do STF decidiu que parlamentares não podem ser afastados sem aval das respectivas Casas Legislativas.

Assim, a ALMT terá que decidir o futuro de Gilmar Fabris. A situação é inédita, pois 8 dos 24 deputados são investigados e tiveram os gabinetes devassados pela polícia federal na operação Malebolge, que visou reforçar conjunto probatório de pagamento de propina a membros do Poder Legislativo Estadual (“mensalinho”), com o objetivo de que sustentassem a governabilidade do Executivo, aprovando projetos do então governador Silval Barbosa ou se abstendo de investigar membros da cúpula do governo estadual.

Também são investigados o ministro da Agricultura, Blairo Maggi (PP), empresários e cinco conselheiros s do Tribunal de Contas do Mato Grosso (TCE/MT): José Carlos Novelli, Waldir Júlio Teis, Antônio Joaquim Moraes Rodrigues Neto, Walter Albano da Silva e Sérgio Ricardo de Almeida.

O inquérito judicial investiga prática de crimes de corrupção, lavagem de dinheiro, organização criminosa, gestão fraudulenta de instituição financeira e crimes contra a ordem tributária.

 

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