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Terça-Feira, 25 de Junho de 2019, 07h:53

CASA DO PARQUE

Coletânea Luzes Noturnas – Cuiabá 300 anos estreia dia 27 de junho na Casa do Parque

Redação

Victor D'Moraes

A Casa do Parque abre na próxima quinta-feira (27.06), às 19h, a exposição Luzes Noturnas - Cuiabá 300 anos, um coletânea de 21 fotografias assinadas por Victor D’Moraes. O fotógrafo, além de presentear Cuiabá, pretende impactar os visitantes com imagens noturnas da cidade, valorizando seu aspecto urbano, suas luzes, cores e características inconfundíveis. A entrada é gratuita.

No Centro Geodésico da América do Sul, Cuiabá é uma cidade que tem como principal característica o sol. “Quem nunca passou um calor de rachar no meio dia na Praça Alencastro? Até as expressões artísticas tradicionais cuiabanas têm origens diurnas, como o siriri e o cururu. Mas, existe um lado noturno da cidade que poucos conhecem. Pontos conhecidos que durante a noite se misturam com luzes, fios e asfalto e se transformam em paisagens únicas”.

E é justamente este aspecto da cidade que levou Victor D’Moraes a começar, em abril de 2018, a fazer uma imersão na noite cuiabana, inspirada em suas luzes e na diversidade intrínseca da cidade. Usando técnicas de longa exposição e light painting ss, Victor D’Moraes produziu belíssimas imagens que retratam o brilho notívago do aspecto urbano da cidade mais quente do Brasil

“Mesmo sem o sol, a noite traz do dia o calor, e a urbanidade traz dos postes as luzes. Uma combinação que revela uma cidade muito mais do que verde, uma cidade repleta de cores inusitadas. Trata-se de um registro histórico para presentear Cuiabá e a população’’, define o fotógrafo.

O diferencial da exposição, explica Victor D’Moraes, é que ela vai abordar fatores intrínsecos da cultura cuiabana, o olhar noturno. “Na maioria das fezes, os fotógrafos registram o aspecto diurno da cidade, valorizando a fauna, a flora, a cultura urbana, mas dificilmente sobre a noite, apesar de Cuiabá já ter sido considerada a terceira mais noturna do Brasil em 2010”.

Entre outros, a coletânea de Victor D’Moraes inclui o lado moderno, como uma trincheira construída para a Copa 2014, e aspectos religiosos. Ele fotografou as igrejas mais tradicionais da cidade em cenas que incluem rastros dos carros, postes, semáforos, placas de sinalização, todas as imagens com olhar peculiar e delicado.

“A Casa do Parque, ao longo dos seus sete anos, tem procurado valorizar a arte em suas várias vertentes. E a fotografia é uma delas. Receber esta exposição é revigorar o espaço. E o olhar apurado de Victor D’Moraes faz a diferença”, observa Flávia Salem, idealizadora da Casa.

O fotógrafo

Victor D’Moraes é cuiabano e completa 33 anos no mesmo momento em que realiza a sua primeira exposição, junho de 2019.

Foi por meio do avô, o artista plástico nordestino Joaquim B. M. Primo, autor de diversas obras que retratam o indígena mato-grossense, que Victor D’Moraes teve contato com a fotografia. “Desde criança eu convivi em meio a obras de arte, fotografias, e de objetos que meu avô colecionava em casa. Inclusive eu herdei uma máquina fotográfica dele da década de 80. Sem dúvida, ele foi meu grande incentivador”, relata.

Em 2005 chegou a fotografar e filmar o Festival Calango, em Cuiabá, porém sua vida tomou outros rumos. Há uma década na área, decidiu viver exclusivamente da fotografia há 5 anos, durante os quatro meses que viveu no Hawai (EUA).

Victor D’Moraes não esconde a satisfação de estrear sua primeira exposição. Nascido e criado no bairro Tijucal, diz que por conta da arte e de artistas inclusive de nível nacional não teve o mesmo destino de muitos jovens da periferia.

“O ano de 2019 tem sido especial para mim. Um momento de muito emoção. Além do nascimento do meu filho, estou realizando minha primeira exposição e que é resultado de toda uma vida. Além disso, é uma honra que ela aconteça na Casa do Parque, o melhor lugar que Cuiabá poderia me oferecer para expor minha arte. Agradeço o aconchego, o acolhimento, agradeço aos cosmos, a Deus e a todos os orixás”.

Victor D’Moraes também destaca a valorização da sua arte. “Poucos lugares abrem as portas para exposições como esta, e a Casa do Parque abraça a fotografia”.

Serviço

A Casa do Parque, Rua Major Severino de Queiroz, 455, bairro Duque de Caxias, fundo do Parque Mãe Bonifácia, em Cuiabá (MT).

Reservas pelos telefones 3365-4789 e 98116-8083.

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