Segunda-Feira, 18 de Dezembro de 2017

Cidades
Terça-Feira, 05 de Dezembro de 2017, 13h:13

Polícia Federal cumpre mandado na Sema-MT

Jô Navarro

Reprodução

gentes da Polícia Federal estiveram hoje na sede da Sema-MT. Eles ficaram pelo menos duas horas no prédio e saíram levando documentos.

As primeiras informações são de que se trata de uma investigação sobre manejo florestal envolvendo o  gestor ambiental da pasta, Marcus Keynes Santos Lima, ex-superintendente do Ibama.

A Sema é comandada pelo vice-governador de Mato Grosso, Carlos Fávaro.

Até o momento desta publicação nem a Sema, nem a PF se pronunciaram sobre a ação.

Matéria atualizada às 12h34 para acréscimo de informações da PF, que informou se tratar de "investigação em face de suposta prevaricação praticada por servidor do IBAMA, para favorecer empresas que exploram o meio ambiente, em troca de favores, benefícios e vantagens daquele servidor público. Os crimes cometidos seriam advocacia administrativa, prevaricação, organização criminosa, desmatamento ilegal, entre outros.  O mandado do juiz federal João Moreira Pessoa Azambuja é de 21 de agosto deste ano, segundo informado pela Sema, por meio de nota.

Ainda não há confirmação soqre a quantidade e tipo de mandados expedidos e em quais municípios estão sendo cumpridos.

Segundo a Sema-MT, a ação visa contribuir com as investigações referentes a um ato ilícito que teria sido cometido por ele no ano de 2014, enquanto superintendente regional do Ibama (Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis) de Mato Grosso. Há indícios de prática de advocacia administrativa em razão da devolução indevida à empresa autuada de 05 caminhões e 05 reboques apreendidos pela equipe de fiscalização do Ibama durante a operação Onda Verde, por extração ilegal de madeira na terra indígena Apiaka-Kaiabi, localizada entre os municípios de Apiacás (MT) e Jacareacanga (PA). 

Marcus atuou como superintendente de Gestão Florestal da Sema entre 02 de março e 1º de novembro de 2016. Não há qualquer denúncia de crimes praticados pelo suspeito referente a este período, enquanto servidor da Sema, mas a secretaria já se colocou à disposição da PF para prestar esclarecimentos e colaborar com a investigação. 

Além disso, o secretário da pasta e vice-governador, Carlos Fávaro, e o secretário executivo, André Baby, determinaram uma ordem de serviço para que seja feita auditoria de todos os atos praticados por Marcus Keynes nos oito meses em que atuou como superintendente da secretaria. Foram levados da Sema apenas o computador utilizado pelo suspeito à época e a PF também requereu acesso ao perfil de usuário e contas de e-mail.

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