Segunda-Feira, 19 de Novembro de 2018

Cidades
Quarta-Feira, 14 de Fevereiro de 2018, 18h:47

TIROTEIO NA UPA

Nossa prioridade é salvar a vida do bebê e da paciente baleada, diz prefeito

Prefeito e coronel asseguram que escolta não seguiu protocolo de segurança

Jô Navarro

Jô Navarro/Caldeirão Político

Coronel Leovaldo da Silva e o prefeito de Cuiabá Emanuel Pinheiro

O presidiário José Edmilson Bezerra Filho, 31, tem uma extensa ficha criminal. Foi condenado quatro vezes e suas penas somam 23 anos de prisão. Ele teria declarado após o tiroteio na UPA Morada do Ouro, em Cuiabá, na tarde de terça-feira (13), que a ação tenha sido para matá-lo. Ele responde pelos crimes de homicídio, tentativa de homicídio, tráfico de drogas, receptação e porte ilegal de arma e pertence ao PCC.

Relembre o ocorrido: Violência em Cuiabá: Bebê e mulher baleados estão em estado grave

Em coletiva de imprensa na tarde desta quarta-feira (14) o prefeito de Cuiabá, Emanuel Pinheiro, destacou que a responsabilidade pelo transporte de presos para unidades de saúde é do Estado. Pinheiro salientou que o protocolo padrão de segurança não foi seguido pelos policiais responsáveis pela escolta.

"Existe todo um procedimento para deslocamento de reeducando, que é de responsabilidade do Estado, através da Secretaria de Justiça e Direitos Humanos (Sejudh). Esse processo vai desde um comunicado, uma vistoria antecipada ao local e até o deslocamento de pelotões ou segurança armada. A polícia irá investigar esse caso", disse o prefeito. "Nossa prioridade agora é salvar as vidas do bebê e da paciente baleada", acrescentou.

O secretário de Ordem Pública, coronel Leovaldo Emanoel Salles da Silva, também destacou que a escolta não seguiu o procedimento padrão. "Pelo relato das testemunhas é possível perceber que essa foi uma ação planejada previamente. Poderia ter acontecido em uma esquina, em um semáforo, mas esperaram o momento mais propício para resgatar esse preso, que, ao que me parece era do Comando Vermelho. A oportunidade surgiu no interior da UPA Morada do Ouro", disse o coronel.

De outro lado, o secretário de Estado de Segurança Pública Gustavo Garcia ressaltou que as polícias Militar (PM) e Judiciária Civil (PJC) estão mobilizadas para identificar e prender os suspeitos da suposta tentativa de resgate que deixou cinco pessoas feridas, dentre elas um bebê de seis meses e uma paciente da UPA.

Oliveira não comentou sobre o protocolo padrão de segurança para transporte de presos. O delegado Marcelo Jardim, responsável pelas investigações, não revelou detalhes sobre o que já foi apurado.

Caldeirão Político ouviu alguns policiais (que preferem não ser identificados) que nem sempre o protocolo de segurança é seguido para o transporte de presos devido à falta de efetivo. Não é raro um único policial ser destacado para fazer a escolta de reeducandos perigosos.

O estado de saúde do bebê, segundo a secretária de saúde do município, Elizeth Araújo, é estável e em breve será submetido a cirurgia para retirada do projétil. O estado de saúde da paciente ainda é considerado grave. Os demais feridos passam bem e já tiveram alta.

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